Viagem de Temer a Nova
York revelou isolamento de Serra

José Serra ameaçou demitir todos os assessores de seu gabinete, no Ministério das Relações Exteriores, exceto um, assim que voltou a Brasília da viagem a Nova York, aonde fora acompanhar Michel Temer, para a abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas. A conferir se as demissões se confirmarão nos próximos dias, mas o rompante é compreensível: Serra regressou enfraquecido dos EUA. Ele foi ignorado na elaboração do discurso de Temer, proferido na terça-feira (20/9), motivo principal da viagem da comitiva brasileira a Nova York. Além disso, viu Temer assumir posições conflitantes com as suas e se sentiu relegado ao papel de figurante, embora seja um conhecido aspirante à cadeira hoje ocupada por Temer. Clique aqui para ler, na revista Carta Capital, reportagem sobre o assunto.

Governo vende a canadenses
gasoduto da Petrobras; para
petroleiros, é crime de lesa-pátria

A notícia foi divulgada nesta sexta-feira (23/9) pela agência Reuters. Um consórcio liderado pela canadense Brookfield chegou a um acordo com a Petrobras para comprar 90% a unidade de gasodutos Nova Transportadora Sudeste (NTS) da estatal, em negócio de aproximadamente US$ 5,2 bilhões. A Brookfield vai deter uma participação de controladora no consórcio, que inclui os fundos CIC Capital Corp, da China, e GIC Private, de Cingapura, e o fundo de pensões de British Columbia, no Canadá. A Petrobras informou nesta sexta-feira que a primeira parcela do montante acordado, correspondente a 84% do valor total (US$ 4,34 bilhões), será paga no fechamento da operação e o restante (US$ 850 milhões), em cinco anos. A Federação Única dos Petroleiros (FUP) reage contra a privatização denunciando que o Brasil terá o transporte do gás, produto estratégico, monopolizado por uma multinacional. "Não só a Petrobrás, como qualquer outra empresa que produzir petróleo no país será obrigada a pagar o preço que a Brookfield e seus parceiros exigirem, pois não existem outros gasodutos na região Sudeste. Isso ganha contornos ainda mais graves, se levarmos em conta o crescimento da produção de gás natural, com a exploração do Pré-Sal, cujas jazidas estão justamente no Sudeste", alertam os petroleiros, acrescentando que a entrega a estrangeiros da maior malha de gás do país é crime de lesa-pátria.

Emergência climática: humanidade vive a
maior temperatura em 5 milhões de anos

"Estamos entrando em um período de emergência climática e o mundo precisa ir além do Acordo de Paris, pois, se a temperatura continuar subindo no ritmo acelerado das últimas décadas, o impacto do aquecimento global será desastroso e poderá levar ao colapso da civilização e à 6ª extinção em massa das espécies. Caminhamos para uma situação inédita nos últimos 5 milhões de anos", escreve José Eustáquio Diniz Alves, doutor em demografia e professor do mestrado e doutorado em População, Território e Estatísticas Públicas da Escola Nacional de Ciências Estatísticas – ENCE/IBGE. Segundo ele, a autodestruição  pode levar junto milhões de espécies que nada tem a ver com os erros egoísticos dos humanos que se julgam os mais inteligentes. Para Eustáquio, a humanidade pode estar rumando para o suicídio, podendo gerar um ecocídio e um holocausto biológico de proporções épicas. Um dos efeitos imediatos será a inundação de milhões de casas e quilômetros de áreas férteis da agricultura nas regiões litorâneas, com perda na produção de alimentos, aumento da pobreza e grande número de refugiados do clima. Neste setembro várias localidades do litoral brasileiro ficaram debaixo d’água, com destaque para Santos, Camboriú e Paraty. "As mudanças climáticas geram inundações e perdas, afetam a economia e agravam as desigualdades sociais, o que eleva o clima de revolta e o aumento dos níveis de violência social e ambiental", afirma ele. Clique aqui e leia a íntegra do artigo no portal de notícias Adital, do Instituto Humanitas Unisinos.




Fusão Bayer-Monsanto elevará
risco de insegurança alimentar no Brasil

Caso as mais de 30 agências regulatórias de todo o mundo aprovem a operação de fusão entre as gigantes da indústria química Bayer e Monsanto, anunciada nesta semana, a nova companhia será a maior do ramo de insumos agrícolas do mundo. Para o Brasil, que se consolidou como maior consumidor de agrotóxicos do mundo e tem um frágil marco regulatório, a transação bilionária representa aumento do risco de insegurança alimentar principalmente quando avançam no Congresso projetos que afrouxam a legislação em vigor. O alerta é do professor Victor Pelaez, do programa de Mestrado e Doutorado em Políticas Públicas da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Clique aqui e leia mais sobre o assunto no portal de notícias Vermelho

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