O perigoso nacionalismo de Trump,
segundo a revista dos jesuítas americanos

“O nacionalismo não é uma força nova na política dos EUA. Desde o início, a narrativa nacional incluiu algo do excepcionalismo americano, a crença de que os Estados Unidos desempenha um papel vital e único na história do mundo. No entanto, essa arrogância mítica é estruturada como um falso messianismo na visão de Trump. "No alicerce das nossas políticas", disse ele, "haverá uma lealdade total aos Estados Unidos da América, e através de nossa lealdade ao nosso país nós vamos redescobrir nossa lealdade uns ao outros", afirma a revista América.

Temer escancara o Brasil ao capital estrangeiro

Foi publicado nesta quinta (19/1) no Diário Oficial o Decreto 8.957/2017, que decreto muda a redação da lista de áreas de “alto interesse nacional” atingidas pela Lei de Capitais Estrangeiros (Lei 4.131/1962). Na prática, empresas controladas por capital estrangeiro passam a poder atuar em várias áreas, antes protegidas por não estarem claramente na lista de “alto interesse”. A mudança permite que essas empresas estrangeiras tenham acesso a crédito de fundos e bancos públicos, além de usar esses bancos e o próprio Tesouro Nacional como garantidor. Clique aqui e leia sobre o que mudou.

Falta coragem para impedir que
países ricos roubem os países pobres

A organização Global Financial Integrity (GFI), que luta contra os fluxos financeiros ilegais e tem base nos EUA, e o Centre for Applied Research at the Norwegian School of Economics (Centro de Pesquisa Aplicada da Escola de Economia da Noruega) apuraram recentemente que os países ricos tiram dos países pobres de duas a quatro vezes mais do que aportam como investimentos. Em 2012, último ano em que os dados foram registrados, os países em desenvolvimento receberam um total de US$ 1,3 trilhões (R$ 4,19 trilhões); naquele mesmo ano, contudo, cerca de US$ 3,3 trilhões (R$ 10,64 trilhões) vazaram para fora destes mesmos países. Em que consistem vazamentos de dinheiro dos pobres para os ricos? Parte são pagamentos da dívida.Mas a maior parte do fluxo de dinheiro tem a ver com a fuga de capitais clandestinos – e geralmente ilícitos. Empresas multinacionais roubam dinheiro de países em desenvolvimento através da “same-invoice faking” (falsificação da mesma fatura), trocando lucros ilegalmente entre suas próprias subsidiárias, por meio da falsificação de preços das faturas comerciais nos dois lados. A fuga ilegal de capitais não seria possível sem os paraísos fiscais. E, quando se trata de paraísos fiscais, não é difícil identificar os culpados: há mais de 60 pelo mundo, a grande maioria controlada por meia dúzia de países ocidentais. Há paraísos fiscais europeus como Luxemburgo e Bélgica, e paraísos fiscais norte-americanos como Delaware e Manhattan. Mas, de longe, a maior rede de paraísos fiscais está centralizada em torno da cidade de Londres, que controla jurisdições sigilosas por todas as Dependências e Territórios Ultramarinhos da Coroa Britânica. Clique aqui e leia o texto de Jason Hickel, da London School of Economics, na Inglaterra, e autor de “The Divide: A New History of Global Inequality”.

Multinacionais controlam três
milhões de hectares no Brasil

Vinte grupos estrangeiros de 15 países, controlam 2,74 milhões de hectares no Brasil, área que corresponde a um país, como o Haiti. Em média, cada grupo é dono de 137 mil hectares. Destacam-se empresas de origem japonesa, francesa, holandesa, inglesa, norte-americana. Quanto aos investidores estrangeiros, um nome bastante presente é de George Soros, dos EUA, com controle sobre 127 mil hectares no Brasil, segundo a Grain, por meio da Adecoagro, em parceria com um fundo de pensão holandês. O leque de culturas é variado: café, cana, grãos, pecuária. Um dos nomes mais conhecidos da lista de empresas é a multinacional Bunge, que administra 230 mil hectares de cana de açúcar no Brasil, por meio de parcerias, e ainda tem 10 mil hectares da usina Guarani. Clique aqui e leia texto completo no portal de notícias Outras palavras.

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