Serra saiu do Itamaraty pela porta do fundo

Encrenqueiro, mal visto e mal quisto dentro do próprio PSDB, seu partido, José Serra à frente do Itamaraty fracassou em sua investida contra a Venezuela no Mercosul, não conquistou a aproximação com os EUA; aliás, em relação à Casa Branca, nem a entrega do pré-sal, nem o esforço deliberado de destruir o próprio Mercosul comoveram a equipe de Trump. O pior foi que Serra, antes de sair do governo pela porta do fundo, levou o Brasil a perder o protagonismo no bloco dos Brics, ao lado da China, Rússia, Índia e África do Sul. Clique aqui e leia o excelente artigo dos professores Josué Medeiros, Gonzalo Berrón e Lys Ribeiro sobre o naufrágio de Serra, publicado no portal de notícias Outras Palavras.

Itamaraty na bacia do fisiologismo

"O que nunca aconteceu, seja no Império ou na República, foi a captura do Itamaraty por um partido político, com o rebaixamento do cargo de chanceler e da própria política externa à condição de mercadoria no jogo de barganhas fisiológicas, como faz Temer ao tornar a pasta um feudo do PSDB", diz a colunista Tereza Cruvinel, ao comentar a saída do ministério de José Serra (PSDB-SP), alegando razões médicas. "A diplomacia brasileira, que sempre se pautou como carreira de Estado, encarregada de executar uma política de Estado, longe das vicissitudes do jogo político menor, assiste perplexa a este rebaixamento da valorosa Casa de Rio Branco", afirma Cruvinel. Clique aqui e leia o texto no Brasil247.



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Empresários brasileiros de óleo e
gás revoltados com traição de Temer

Temer cedeu campos do pré-sal para companhias internacionais, mudou o modelo de partilha para concessão e acabou com a política de conteúdo nacional. Com isso, empresas estrangeiras poderão explorar o pré-sal e trazer plataformas de fora do país. Tal decisão revoltou os empresários brasileiros do setor, que já estimam o corte de 1 milhão de empregos. "É um absurdo completo", diz Cesar Prata, presidente do conselho de óleo e gás, da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), em entrevista aos jornalistas Leonardo Attuch e Paulo Moreira Leite. "No momento em que o mundo se torna mais protecionista, para proteger seus empregos, o Brasil decidiu ir na contramão", afirma. Prata afirmou que os empresários foram "iludidos e traídos" por Temer e José Serra. "O que se comenta no mercado é que há uma relação promíscua entre este governo e as empresas internacionais de petróleo", afirma. Clique aqui para ler reportagem e ver vídeo com a entrevista do presidente da Abimaq.

É hora de resgatar a política externa

"José Serra não tinha o que propor ao governo. A política externa do governo desapareceu. A saída do ministro das Relações Exteriores poderia ser um momento para que o governo mudasse as prioridades e o tom do discurso", diz o colunista do Brasil 247 Emir Sader. Para o colunista, é mais provável que o governo perca essa oportunidade; "Temer vai discutir com Serra, que tentará emplacar alguém que mantenha a linha pitbull colocada em prática por ele. Aloysio Nunes estaria perfeitamente nesse figurino retrógrado", prevê Sader. Clique aqui e leia a íntegra do artigo de Emir Sader.



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