Rendimento de fundos em emergentes é
9 vezes superior ao de países desenvolvidos

"Não existe uma alternativa real aos mercados emergentes", disse, em Londres, Régis Chatellier, estrategista do Société Générale, que recomenda a compra de títulos soberanos do Brasil, considerados de alto rendimento. Os juros próximos de zero no mundo desenvolvido levaram os gestores de recursos aos títulos dos mercados emergentes com rendimentos cerca de nove vezes maiores, em média, do que os dos ativos de países desenvolvidos, que respondem pela maior parte de suas carteiras. "Os rendimentos são negativos ou muito baixos por todos os lados e os gestores de ativos precisam fazer alguma coisa ou não conseguem produzir retornos", explicou Chatellier. Os títulos soberanos em dólares dos mercados emergentes deram retorno de cerca de 7,6% nos últimos três meses e rendem uma média de 4,2%, segundo um índice da Bloomberg. Os títulos dos países desenvolvidos avançaram 5,3% no período e rendem 0,48%. Doze dos 18 maiores fundos globais de renda fixa monitorados pela pesquisa Morningstar elevaram suas alocações no mundo em desenvolvimento no primeiro semestre. A Pacific Investment Management Co. mais do que dobrou as posições de seu fundo global de US$ 14,9 bilhões de março a julho, enquanto o Global Bond Fund da Franklin Templeton, de US$ 47,2 bilhões, ampliou sua exposição aos mercados emergentes em 5 pontos percentuais, para cerca de 51%, no segundo trimestre.

Os novos descontentes com a globalização



Por Joseph Stiglitz,
prêmio 
Nobel de economia

Há quinze anos, escrevi um livrinho chamado “Os Descontentes com a Globalização”, que descrevia a oposição crescente do mundo em desenvolvimento às reformas globalizantes. Isto parecia um mistério: tinha sido dito às pessoas dos países em desenvolvimento de que a globalização melhoraria o bem-estar global. Então porque é que tantas pessoas se tinham tornado hostis à mesma? Agora, aos opositores da globalização nos mercados emergentes e nos países em desenvolvimento associaram-se dezenas de milhões, provenientes dos países avançados. As sondagens de opinião, um cuidadoso estudo da autoria de Stanley Greenberg e seus associados para o Roosevelt Institute, demonstram que o comércio está entre as maiores fontes de descontentamento para uma grande parte dos americanos. Na Europa, são visíveis opiniões similares. Como pode algo, que os nossos líderes políticos — e que muitos economistas — disseram que iria melhorar a situação de toda a gente, ser tão odiado?

Geólogos lideram na justiça contestação à
venda de área petrolífera brasileira

A decisão da Petrobrás de vender a área de Carcará por US$ 2,5 bilhões para a norueguesa Statoil está movimentando entidades ligadas ao setor de óleo e gás, que alegam que o negócio não será vantajoso para a estatal e nem para o país. A Federação Brasileira de Geólogos (Fegrageo) está capitaneando um plano de acionar a Justiça para contestar a venda do ativo e, para isso, está esperando respostas de entidades interessadas em entrar como parceiras na ação, como o caso da Federação Nacional de Engenheiros (FNE). Segundo o coordenador do grupo de trabalho da Febrageo para assuntos de petróleo, Luciano Seixas Chagas, os volumes de petróleo em Carcará são muito maiores dos que os anunciados na venda do ativo. "Ainda com base nas demais informações de pressão e posição do contato óleo/água da acumulação de Carcará, é possível que só na sua estrutura estejam acumulados 6 bilhões de barris recuperáveis de óleo e gás equivalente. Isso somente no bloco BM-S-8", afirmou. Ele contesta alguns dos argumentos apresentados pelo presidente da Petrobrás, Pedro Parente, que justificou a venda de Carcará por causa da elevada pressão do campo. "Com as suas elevadas pressões, os reservatórios de Carcará produzirão por muito mais tempo, tornando o projeto de implantação ainda mais econômico. Os fluidos nos dutos naturalmente pressurizados podem ainda ser injetados nos reservatórios das vizinhanças, que têm pressões normais, auxiliando-os com uma energia extra adicionada", disse Chagas. Clique aqui e leia a íntegra da entrevista no Petronotícias.

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